
terça-feira, 3 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
(ins)piração
justifica(ção)
Bem, isto já vai para mais de um tempão que não escrevo/publico nada de novo deste espaço de partilha de ideias/pensamentos/frustrações e outras coisas acabadas em “ões” , que agora não me lembro. Não fora por falta de vontade ou até mesmo por falta de inspiração que não escrevi nada nestes últimos dias, antes pelo contrário, o que não faltou nestes últimos dias foram causas/motivos/fontes de inspiração, que foram por mim digeridos até a exaustão.
Mas por motivos de força maior ainda não os pude publicar, e agora vem a parte do porquê, da razão pela qual não fiz comentários aos disparates que por ai vão, bem e a explicação é bem simples, alias simples demais, não tive tempo, sim, nem mais nem menos, pura e simplesmente não tive tempo, para ser sincero, não foi só a falta de tempo, foi antes… bem, é que estes últimos dias tive que justificar o dinheiro que recebo ao fim do mês, ou seja trabalhar, fazer alguma coisa na vida. Mas vamos agora ver se a doença passa e que arranjo tempo para ter estes pequenos prazeres da vida que é… andar para aqui a escrever coisas sem nexo, mas que fazem todo o sentido.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
pensamento(s)
(John Ruskin)
quinta-feira, 24 de maio de 2007
pensamento(s)
(Autor desconhecido)
quarta-feira, 23 de maio de 2007
pensamento(s)
(Sun Tzu, A Arte da Guerra)
terça-feira, 22 de maio de 2007
(in)compreensão
Há coisas mesmo espantosas, deveras extraordinárias neste mundo, coisas que nos fazem sentir bem por fazer parte de um mundo tão belo e ao mesmo tempo tão delicado, tão resistente e persistente, é na realidade um mundo “perfeito” com todas as suas imperfeições.
Mas depois há aquelas “coisas” que já não são assim tão perfeitas, nem sei mesmo se podem se classificar como imperfeitas, aliais, nem sei se há mesmo alguma expressão que possamos utilizar para as classificar, e que coisas são essas? Perguntam vocês e bem, e eu respondo, são aquelas coisinhas pequeninas que esta gente faz, estes comportamentos humanos que me fazem questionar o porquê da nossa evolução, que me fazem pensar que afinal ainda caminham entre nós verdadeiros macacos disfarçados de pessoas, é que só é essa a explicação para tão estúpidos comportamentos animalescos. Qual é a ideia (se é que existe alguma) de certas e determinadas pessoas que se põem a fazer isto e aquilo, assim como que se de nada trata-se, isto quem quer ser, tem de fazer por ser e não é só o ser, há que haver isto em mente, agora, não é acordar de manha e pensar em alguma coisa e prontos, já está, não, não é, se fosse assim tão simples qualquer um o seria e fazia e acontecia, mas nem todos o conseguem e porquê, porque não fizeram o que deveriam ter feito.
Mas meter isto na cabeça desta gente, que é que o mete, isto é mais fácil ver um camelo a atravessar um buraco de agulha que ver esta gente a compreender estas coisas simples da vida.
pensamento(s)
(Tales de Mileto)
segunda-feira, 21 de maio de 2007
(i)lógica
Por vezes vejo algumas pessoas com cada conversa inútil, do género, “ah, já esta a começas a anoitecer.”, e agora pergunto eu, qual é a lógica de ter este tipo de dialogo naquela parte do dia em que a luz começa a dar lugar à escuridão? Mas qual é a lógica? Eu não faço a menor ideia, e para ser mais preciso, até tenho algum receio de o saber, ainda posso acabar por me arrepender se o vier a saber, com a “sorte” que tenho ainda acabo por ficar contaminado por essa virose de parvoíce que ai vai no ar.
Meus caros “amigos” parem com as conversas inúteis, com o paleio desnecessário, se não têm mais nada para dizer, então mais vale estarem calados, mas se insistirem e quiserem mesmo continuar nesta onda de desperdiçar o português, então tenham pelo menos a bondade de o fazer quando estiverem rodeados pelos vossos pares na confraria da idiotice, ou então façam-no quando estiverem numa fase de meditação, sentados no trono de porcelana, não se esqueçam é depois de puxar o autoclismo para ajudar a empurrar essa m**da para o esgoto, e por um ambientador de wc, para disfarçar um pouco o cheiro a neurónio queimado.
[des(preocupações)]
Quero aqui expressar os meus sinceros parabéns a todos aqueles que têm e ou apresentam algum género de preocupação ambiental, nomeadamente no que concerne a poupança desse precioso líquido que é a água. Dou-vos os meus parabéns porque acho que é uma causa nobre e efectivamente a “água não cai do céu”, e é preciso haver alguém que ponha mão aos excessos que diariamente são cometidos. Mas também quero vos deixar um pequeno conselho, por favor não entrem em radicalismos, não caiam em atitudes excessivas, e quando forem a casa de banho efectuar as vossas pequenas ou grandes necessidades fisiológicas, por favor façam o favor de puxar o autoclismo.
pensamento(s)
A história de todas as culturas está cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do "normal estatístico". Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias "normais".
sexta-feira, 18 de maio de 2007
pensamento(s)
(Autor desconhecido)
quinta-feira, 17 de maio de 2007
perguntas
Há realmente coisas que acontecem que me fazem pensar que até posso estar a viver em algum episódio abstracto da série twilight zone ou de outra série assim do género, e o quê que me faz dizer isto, e a resposta é simples – são as perguntas desnecessárias, ridículas chegando por vezes a roçar os limites da estupidez. Será que temos necessidade de as fazer? Porquê que as fazemos? Não sei, não sei mas até gostaria se saber, até já marquei uma hora com a minha psicóloga afim de ver se obtenho algumas respostas a estas perguntinhas tontas.
Mas enquanto essa hora não chega, e porque sou um bocado impaciente, vou tentar descobrir uma ou mais razões que levem seres humanos, munidos de alguma inteligência, a persistirem com este tipo de comportamento.
Resumindo e concluindo, não cheguei a conclusão alguma, estou a ver que vou ter de esperar pela minha psicóloga, agora vamos lá ver se ela consegue me esclarecer, ou se também irá ficar contaminada por esta onda de perguntas Dahh.
novelas de café(zinho)
“ É um garotinho clarinho e um copinho com água.” Foi esta a condessinha que ouvi ontem ao balcão de um modesto cafezinho, situado numa esquininha da cidadezinha do Funchal.
Eu a principio até fiquei um tanto ou quanto estupefacto com este pedido, como é que é possível que em apenas nove palavras a senhora tinha conseguido utilizar três diminutivos, mas depois pensei… olha que querido, que simpático, que amoroso este pedido, dito assim de uma forma tão infantil, tão agradável, tão …, é que isto dito assim realmente quebra o gelo em qualquer situação, faz com que o dia se torne mais claro, mais vivo, mais quente, até os passarinhos cantam mais alegremente, as pessoazinhas ficam mais radiantes e encadeantes, é o que se chama transformar a noite em dia.
Não é por nada que os adultos só utilizam este tipo de linguagem com os bebés o que faz com que os pirralhos ainda no berço comecem logo a sorrir com a nossa capacidade para a tontice. Por vezes ao ver este comportamento, tento me pôr na pele do puto, e tentar imaginar o quê que ele deve pensar ao ver estas tristes figuras, o puto só deve pensar que mal é que fez para merecer este tipo de pensamento, ou então, deve pensar na sorte que tem por ter uns país/familiares/etc., que ainda são mais “crianças “ que ele próprio.
Minha gentinha a língua portuguesa deve ser a língua mais rica gramaticalmente que existe a face da terra, são inúmeros os escritores, poetas que pegaram em toda essa riqueza e fizeram autenticas obras de arte/literatura, e o problema deve ser exactamente esse, talvez por a língua ser tão rica, faz com que algumas pessoas ainda à tentem enriquecer mais, só que por vezes a emenda sai pior que o soneto, e o resultado é o que se vê, ou seja disparate após disparate.
Eu com isto tudo não estou a dizer que é para deixar-mos de utilizar os diminutivos, não, não é essa a minha intenção, os diminutivos existem e devem ser utilizados, mas utilizados com alguma lógica, e não sempre que vos apetece.
E depois ainda há outra, uma nossa moda, um novo tique com ares de jet set, é que já não se contentam só com a utilização dos sufixos “inho” e “inha”, agora apareceu um upgrade para estes, que é o “ito” e o “ita”, e já se vê certas e determinadas pessoas a dizer “é um cafezito e um copito de água”, meu deus, mas quê que é isto, será que já não há limite para a loucura e para o devaneio???
Pois já não basta a utilização massiva do lixo que nos chegam de além fronteiras, como também ainda nos pomos para aqui a assassinar a nossa própria língua, meus caros, quer queiramos, quer gostemos, quer não a nossa língua é um legado de varias gerações, é algo que faz parte da nossa identidade enquanto portugueses, é algo tão ou mais importante que o nosso hino ou até mesmo a nossa bandeira, por isso deve ser preservado, mas sobretudo respeitado.
Ps.: respeitem a nossa identidade, respeitem a nossa língua, ou então sempre que vós apetecer dar um pontapé na gramática, mastiguem uma malagueta, pode ser que ajude a combater essa recente diarreia verbal.
pensamento(s)
Isto não pode ser só criticar, criticar e criticar ainda um pouco mais, também tem que haver da minha parte algum retorno e qual é a melhor maneira de o fazer???
Pois podia me pôr para aqui a inventar muita coisa, e dar sugestões e tal, mas talvez seja melhor começar não me pôr com muitas mariquices e pura e simplesmente vós deixar um simples e muito modesto pensamento.
Amanhã há mais…
quarta-feira, 16 de maio de 2007
novelas de café
Mas será que a estupidez humana não tem limite? Será que andamos tão possuídos com a nossa angustiante vidinha mundana que até já nem temos tempo parar prestar atenção aos pormenores?
Ontem ao fim da tarde, acabando de sair do trabalho, numa tarde igual a tantas outras, dirigi-me a um café situado no centro da cidade do Funchal, onde acabei por me encontrar com o meu tio, e depois de algum compasso de espera para ser atendido por um empregado de mesa, ridiculamente eficiente e também estupidamente eficaz, lá acabamos por efectuar o nosso pedido, ao qual passo a citar: um café cheio, um garoto descafeinado e uma torrada, à qual o meu tio fez questão de pedir varias vezes para não à aparar, usando estas palavras “a torrada não é aparada”, e “não quero a torrada aparada”. O empregado apontou apressadamente o pedido e ainda mais apressadamente voltou as costas a mesa em direcção ao balcão.
Depois de fumar um cigarro e de meter dois dedos de conversa acerca das trivialidades do dia de trabalho, lá voltou o empregado a mesa com os cafés, um café (bica) e um garoto descafeinado, e é aqui que começa a loucura, o empregado estava a pôr os cafés na mesa e o meu tio pergunta, e passo a citar: “olhe, mas afinal qual é o descafeinado?” ao qual responde prontamente o empregado “olhe, sinceramente, não sei qual, foi a minha colega que tirou e não me disse qual era…” e eu ao ver isto tive aquela sensação de quem esta a sofrer um acidente de automóvel em câmara lenta, bem, é que não só a pergunta do meu tio fora um tanto ou quanto ridículo, como ainda mais parva foi a resposta do funcionário do café, é que das duas uma, ou ninguém tomou atenção ao pedido, (um café e um garoto descafeinado), e vou passar a especificar os principais ingredientes de cada um destes produtos, o café como o próprio nome indica contém única e exclusivamente café, enquanto que o garoto descafeinado, contém café com uma baixa percentagem de cafeína e leite, e após o esmiuçamento dos ingredientes, passo a formular a minha tese, bem, distinguir um café de um descafeinado não é fácil, apesar de um ter uma coloração mais clara que o outro, continua a não ser uma tarefa acessível a todos, o paladar de ambos também difere, mas antes de provar seria um tanto difícil de apurar qual era qual, pronto deste caso realmente é difícil distinguir o café do descafeinado, mas havia num deles qualquer coisa que o diferenciava do outro, algo que o tornava diferente, e agora o que seria? Seria o açúcar? Não, Seria a chávena? Também não, então o quê que seria, epá não me diga que era… não pode ser, seria mesmo que era o leite??? E mais não digo porque mais óbvio que isto é impossível, no entanto houve duas pessoas que apresentavam ter duvidas de algo tão cristalino.
Mas a história ainda não acabaria ali, depois de todo este dilema, o empregado lá voltou a mesa trazendo a torrada (a qual relembro que o meu tio fez questão de frisar varias vezes que não a queria aparada) e num gesto quase que automatizado atira-a para cima da mesa, e roboticamente prover aquela velha frase feita que deve ser parte da praxe nos serviços de restauração, que é o “bom apetite”.
Ao olharmos para a torrada contactamos que esta afinal, tinha os cantos aparados, contrariando o pedido varias vezes expressado pelo meu tio, então e como qualquer pessoa normal, chamamos o empregado para lhe dizer que não fora aquilo que nos pedimos, o empregado ao se ver confrontado com a nossa atitude pega no prato que tinha a torrada, olhou para a torrada, e pergunta, “então quê que a torrada tem de mal?”, e o meu tio prontamente lhe responde, “eu tinha pedido a torrada não aparada” ao qual o empregado responde “tinha pedido não aparada, mas não é assim que nos fazemos as torradas aqui…, mas se quiser faço-lhe outra” e com um ar muito ofendido, nem deixou-nos dizer mais nada, volta-nos as costas e dirige-se ao balcão.
Agora pergunto, qual era a dificuldade deste funcionário em nos satisfazer o pedido de uma forma eficaz da primeira vez? Porquê que ele não tomou atenção ao que nos pedimos? Se o tivesse feito não teria de levar a torrada para trás e ter que fazer outra. Porque que este simplesmente não assumiu o erro de não ter interpretado bem o nosso pedido, em vez de se por com uma atitude agressiva/estúpida para connosco?
Escusado será dizer que não ficamos a espera da segunda torrada.
Ps.: minha gente, não custa nada perder um pouco mais de tempo a ouvir o que nos pedem, por vezes esse tempo que se perde inicialmente acaba por ser uma mais valia e evita mesmo alguns dissabores.
significados
Há realmente coisas que eu não consigo compreender nesta gente, e eu até nem me considero uma pessoa muito rígida de compreensão, mas por mais esforço que faça para tentar perceber, mais constato que sou incapaz de o fazer, de compreender certas e determinadas atitudes de certas e determinadas pessoas, mas será que está todo o mundo louco, ou sou só eu que enlouqueci, e por um (in)feliz acaso do destino ainda não me vieram buscar amarrado por um colete de forças para me levar para um sanatório qualquer abandonado a meio do não sei onde?
É que não sei, mas gostaria de saber, e deixo aqui a pergunta em aberto, mas se por acaso alguém souber da resposta é favor me contactar, e já agora façam-nos com uns quinze dias de antecedência, que é para eu ter tempo para me preparar física e psicologicamente para receber da melhor forma a resposta.
Mas adiante, o que faz com ande com esta “azia” é ver que esta gente parece que deixou de saber usar aquela coisa que se situa acima do pescoço, sim a cabeça, ou então a usam somente para separar as orelhas ou então somente para fazer deixar crescer o cabelo, ou até ambas, epá não sei, mas só pode ser isso, só pode.
Isto tudo porquê? Perguntam vocês, porquê que este gajo ta para aqui com todas estas baboseiras?
E eu respondo, isto porque apetece-me e para além de me apetecer, acho que tenho alguma razão, ate pode não ser muita, mas tenho alguma coisa, e só por isso já vale a pena este post.
Bem, vou tentar explicar isto de uma forma simples, ultimamente tenho vindo a assistir a queda desamparada de uma palavra/expressão que até agora julgava ser uma daquelas palavras que nunca serias questionadas no seu significado, mas pelos vistos enganei-me redondamente, e a prova esta bem a vista de toda a gente.
A palavra em causa é a palavra Não, de repente parece que todo o mundo deixou de saber qual o significado real desta palavra, já não se contentam só com um não, têm que ser um não acompanhado por uma justificação, até parece que o significado desta palavra é um bife, e para ser bem digerido, tem que vir acompanhado por arroz, salada e batata frita, e isto é no mínimo ridículo, será mesmo que precisamos de uma justificação para um não, mas para quê? Será que essa justificação irá nos fazer sentir melhor com o facto de termos recebido um não? Será que esta mania da justificação não passa de um fetiche um tanto ou quanto infantil que usamos para esconder ou justificar as nossas falhas? Eu acho que sim, mas só o posso dizer por mim, porque cada um é que sabe de si, ou não!!!
Em todo o caso, irei neste post incluir o verdadeiro significado da palavra não, assim e cada vez que tiverem dúvidas em relação ao significado desta palavra, podem vir cá consultar, ou então podem sempre aproveitar para consultar o dicionário ou até mesmo uma enciclopédia, isso agora deixo ao vosso critério…
Não é a palavra em língua portuguesa que designa a negação a algo ou alguma coisa, podendo também significar a repulsa ou recusa de algo por alguém. É o contrário de sim.
E depois de prestar este verdadeiro serviço de utilidade pública, só vos peço, para daqui em diante, tenham um bocadinho mais de consideração pelo significado das palavras, e não se ponham a chatear as pessoas só porque não compreendem o sentido da mesma.
Ps.: Há “coisas” que não precisam de uma justificação para existirem, e o significado da palavra não é uma dessas “coisas”.
E deixem de uma vez por todas de fazer birras quando ouvirem um não.
Cresçam e metam uma coleira nessa vossa criança que existe dentro de vós.
[cal(od)ores] de verão
Chega ao verão, começa o calor que é próprio desta época , as meninas começam a sair de casa com roupas mais apelativas ao nosso olhar, só pensamos em ferias, ferias e praia, e pensar em praia é o mesmo que pensar em bikinis e no seu respectivo recheio, recheio esse que esses pequenos, minúsculos pedaços de trapo tão engenhosamente e também um pouco teimosamente, escondem entre as suas malhas, mas há algo no verão que me intriga, algo que me persegue ano após ano, e tal como um ciclo que se fecha, ou até como o continuo trabalhar de um relógio, este ano não é excepção, eu até nem sei como irei verbalizar o fruto desta minha intriga, não sei como começar e muito menos como acabar. O que me intriga com a chegada dos calores é algo invisível, algo que todos sentimos, mas que no entanto não conseguimos ver, nem tocar, nem ouvir, só o mais apurado dos nossos sentidos o consegue captar, o olfacto, sim só esse granda maluco é que consegue reter e enviar tão “precioso” conteúdo para o nosso sistema sensorial afim de ser processado e analisado pelos nossos altamente especializados neurónios, que desfragmentam esse informação e a reenviam para o nosso sistema nervoso que tem como função classificar essa informação por “classes”. Após todo este moroso trabalho/tarefa que apenas demora fracções de segundo, começo a me aperceber de um certo ardor na garganta, uma certa tontura, de uma espécie de enxaqueca, numa dificuldade cada vez maior em respirar, enfim, é uma sensação de mal-estar que me deixa quase que… anestesiado de tamanha má disposição, isto tudo porquê?
Isto só porque com a chegada do verão e com o consequente aumento da temperatura, faz com que apareçam algumas pessoas que não fazem a mínima ideia do conceito de higiene pessoal, e provavelmente nunca ouviram falar de desodorizantes ou então são uns grandas malucos armados em hippis e recusam-se a acreditar nos benefícios da agua e sabão, preferindo usar e abusar de tudo o que é natural, e como defendem esta tese com unhas e dentes, também acham-se no direito de partilhar com o resto da humanidade aquele desagradável odor corporal ao qual me provoca esta triste e deprimente intriga ano após ano.
Meus caros “amigos”, eu não posso, nem devo pois não tenho nada a ver com a vossa vida e seus respectivos hábitos, mas como e infelizmente para mim tenho que partilhar convosco algumas áreas públicas, tal como autocarros, cafés, etc., deixo-vos um apelo, por favor vão lá tomar banho, pois o resto do mundo não tem culpa de nenhuma dos vossos hábitos, nem muito menos da vossa familiaridade suína…
Resumindo e concluindo VÂO TOMAR BANHO.













