quinta-feira, 17 de maio de 2007

perguntas

Há realmente coisas que acontecem que me fazem pensar que até posso estar a viver em algum episódio abstracto da série twilight zone ou de outra série assim do género, e o quê que me faz dizer isto, e a resposta é simples – são as perguntas desnecessárias, ridículas chegando por vezes a roçar os limites da estupidez. Será que temos necessidade de as fazer? Porquê que as fazemos? Não sei, não sei mas até gostaria se saber, até já marquei uma hora com a minha psicóloga afim de ver se obtenho algumas respostas a estas perguntinhas tontas.

Mas enquanto essa hora não chega, e porque sou um bocado impaciente, vou tentar descobrir uma ou mais razões que levem seres humanos, munidos de alguma inteligência, a persistirem com este tipo de comportamento.

Será que estas perguntas têm como objectivo quebrar o gelo e funcionarem como desbloqueadores de conversa? Até pode ser, pois já foram muitas as situações em que, e por exemplo, ao chegar a casa, perguntam-me “então já chegas-te?”, é que isto só pode ser uma maneira de meter conversa, porque se isto é uma pergunta, é uma pergunta completamente parva, porque a resposta a esta é bem obvia.

Será que estas perguntas têm como objectivo chamar a atenção? A resposta a esta pergunta é sim, quem faz uma pergunta despropositada tem sempre como objectivo chamar a atenção, mais que não seja ela negativa.

Será que algumas destas perguntas são retóricas? Acho muito difícil que o sejam, porque uma das bases de uma pergunta retórica é a perspicácia, elemento esse que carece neste tipo de perguntas.


Resumindo e concluindo, não cheguei a conclusão alguma, estou a ver que vou ter de esperar pela minha psicóloga, agora vamos lá ver se ela consegue me esclarecer, ou se também irá ficar contaminada por esta onda de perguntas Dahh.

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