Chega ao verão, começa o calor que é próprio desta época , as meninas começam a sair de casa com roupas mais apelativas ao nosso olhar, só pensamos em ferias, ferias e praia, e pensar em praia é o mesmo que pensar em bikinis e no seu respectivo recheio, recheio esse que esses pequenos, minúsculos pedaços de trapo tão engenhosamente e também um pouco teimosamente, escondem entre as suas malhas, mas há algo no verão que me intriga, algo que me persegue ano após ano, e tal como um ciclo que se fecha, ou até como o continuo trabalhar de um relógio, este ano não é excepção, eu até nem sei como irei verbalizar o fruto desta minha intriga, não sei como começar e muito menos como acabar. O que me intriga com a chegada dos calores é algo invisível, algo que todos sentimos, mas que no entanto não conseguimos ver, nem tocar, nem ouvir, só o mais apurado dos nossos sentidos o consegue captar, o olfacto, sim só esse granda maluco é que consegue reter e enviar tão “precioso” conteúdo para o nosso sistema sensorial afim de ser processado e analisado pelos nossos altamente especializados neurónios, que desfragmentam esse informação e a reenviam para o nosso sistema nervoso que tem como função classificar essa informação por “classes”. Após todo este moroso trabalho/tarefa que apenas demora fracções de segundo, começo a me aperceber de um certo ardor na garganta, uma certa tontura, de uma espécie de enxaqueca, numa dificuldade cada vez maior em respirar, enfim, é uma sensação de mal-estar que me deixa quase que… anestesiado de tamanha má disposição, isto tudo porquê?
Isto só porque com a chegada do verão e com o consequente aumento da temperatura, faz com que apareçam algumas pessoas que não fazem a mínima ideia do conceito de higiene pessoal, e provavelmente nunca ouviram falar de desodorizantes ou então são uns grandas malucos armados em hippis e recusam-se a acreditar nos benefícios da agua e sabão, preferindo usar e abusar de tudo o que é natural, e como defendem esta tese com unhas e dentes, também acham-se no direito de partilhar com o resto da humanidade aquele desagradável odor corporal ao qual me provoca esta triste e deprimente intriga ano após ano.
Meus caros “amigos”, eu não posso, nem devo pois não tenho nada a ver com a vossa vida e seus respectivos hábitos, mas como e infelizmente para mim tenho que partilhar convosco algumas áreas públicas, tal como autocarros, cafés, etc., deixo-vos um apelo, por favor vão lá tomar banho, pois o resto do mundo não tem culpa de nenhuma dos vossos hábitos, nem muito menos da vossa familiaridade suína…
Resumindo e concluindo VÂO TOMAR BANHO.
1 comentário:
simplesmente...
ptg, violenta fragancia acima dos 30º
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